Doação de órgãos: aumento da expectativa de vida demanda mais procedimentos, alerta médico
No próximo domingo, dia 27, é o dia nacional de doação de órgãos. Este é um assunto que deve sempre ser discutido entre as famílias, deixando claro o desejo ou não de doar. Não há manifesto que tenha validade se não a decisão familiar, pois eles são os responsáveis pelo corpo do ente após a morte. O SUS é o maior sistema de saúde pública do mundo que realiza transplantes, contando muitas vezes com aviões da Força Aérea Brasileira que vêm até Passo Fundo para buscar um órgão e levar até quem precisa.
A Uirapuru conversou com o médico Dr. Paulo Reichert, na tarde de ontem, que destacou a importância de doar. Explicou que o Brasil tem dezenas de milhares de pessoas na fila por um órgão. A grande maioria destas pessoas, para sobreviver, precisa de um doador. Mesmo com um doador ainda há no caminho o problema da compatibilidade. O doutor Paulo explicou que, no momento que houve a morte cerebral a família terá a decisão que depende a vida de outras pessoas.
É um momento difícil, mas graças a esse gesto humano o Brasil é uma referência mundial, sendo o segundo maior transplantador de órgãos no mundo. O médico alertou ainda que, com o aumento da expectativa de vida é mais provável que as pessoas precisem de doações do que se tornem doadores e por isso é importante falar sobre o tema em casa.
Confira a entrevista com o Dr. Paulo Reichert: