Projeto que propõe tirar a CNH sem frequentar autoescola preocupa CFC’s para segurança no trânsito
A frequência em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode se tornar facultativa. A medida consta no Projeto de Lei, cujo texto já está em análise na Câmara dos Deputados. O Projeto, de autoria do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), permite que a instrução a futuros condutores possa ser feita de forma privada, sem necessidade de o candidato frequentar uma autoescola. A intenção, segundo ele, é deixar o processo de obtenção da CNH menos burocrático e custoso.
O diretor-geral do CFC Autotec, Antônio Carlos dos Santos, afirmou ser contrário ao projeto. De acordo com ele, a maioria dos centros de formação são da mesma opinião. São cerca de 240 CFC’s no Estado trabalhando para a educação no trânsito. Santos revelou que são aproximadamente 40 mil mortes por ano no trânsito brasileiro, esses números com os condutores sendo educados. O diretor afirmou que o valor pago pela CNH é um investimento e não um custo, pois o motorista aprende a dirigir com segurança e respeitando as leis de trânsito.
O diretor explicou que os CFC’s não seriam extintos. Os exames médicos, a prova teórica e a prova prática segue sendo disponibilizada pelos Centros de Formação. O que muda é que o candidato poderia aprender a dirigir de forma particular e após teria que passar pelo processo de avaliação do Detran. Santos avalia o projeto como um retrocesso na educação para um trânsito mais seguro.
Os instrutores são preparados para ensinar os motoristas a dirigir com consciência e respeitando as normas. Alterando essa forma de aprendizado, causa uma preocupação quanto a que tipo de motoristas serão formados.
Ouça a entrevista com o diretor-geral do CFC Autotec, Antônio Carlos dos Santos: