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Agronegócios

Ausência do sol devido a fumaça que cobre o Estado vai impactar na produção vegetal geral, alerta agrônomo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O Brasil sofre com as queimadas que devastam o Pantanal. A fumaça gerada por esta prática, que começou pela mão humana, já cobre o Rio Grande do Sul desde o início do mês e afeta todo o país. O brilho do sol fica de lado e dá lugar a dias cinzentos onde não se pode ver ao longe.

A Uirapuru conversou sobre o impacto que esta fumaça poderá trazer para a agricultura gaúcha com o engenheiro agrônomo extensionista da Emater, Vilmar Wruch Leitzke.

Vilmar explicou que as lavouras gaúchas precisam de um determinado número de horas e dias tendo luz solar intensa. A fumaça cobriu o Estado e bloqueou o sol, reduzindo este tempo de luz para as plantas. Ele explicou que qualquer vegetal depende da intensidade luminosa pra seu desenvolvimento. Isso normalmente ocorre pelos dias muito nublados, naturalmente. No entanto, desta vez isso está ocorrendo pela fumaça causada pelo homem.

O período com pouco sol vai trazer um impacto até mesmo na produção de frutas, como a laranja, por exemplo. A fruta mais exposta ao sol será mais doce, enquanto as demais serão mais ácidas.

Desta forma, a qualidade da produção vegetal geral está toda ameaçada pelos dias cinzentos. Até mesmo a produção de vinho no Estado terá a qualidade afetada pelos dias de tempo encoberto de fumaça. Plantas que não germinaram poderão sofrer um atraso, por exemplo. Para o agrônomo, os danos dos dias sem o sol já estão na conta da produção.

Ouça a entrevista com o engenheiro agrônomo extensionista da Emater, Vilmar Wruch Leitzke: