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Saúde

Para presidente do Simers, estrutura hospitalar e médica gaúcha evitou colapso na saúde durante pandemia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Coletiva de Imprensa do Sindicato Médico do RS - Simers. Foto: Marcos Nagelstein/ Agência Preview

O Brasil registrou 244 mortes de médicos devido a covid-19 até o momento. São pais, mães, irmãos e avós que deixam suas famílias de lado para lutar contra o vírus e proteger a população, mas muitos acabam tombando. Os governos gerenciam a economia, providenciam leitos, equipamentos, mas é pelas mãos dos médicos que as pessoas são salvas. Os médicos, assim como os demais profissionais da saúde, estão na linha de frente.

Em entrevista na Uirapuru durante a tarde de ontem (9), o presidente Sindicato Médico do RS (Simers), o Dr. Marcelo Matias, que falou sobre a atual situação. O Dr. Marcelo explicou que o Rio Grande do Sul teve sim mortalidade de médicos e outros profissionais da saúde, porém menos do que em outros Estados. A maioria dos óbitos ocorreu entre os técnicos e enfermeiros, o que se explica pelo grande número destes profissionais.

O presidente do Simers lamentou as perdas e destacou que os médicos sempre estiveram presentes nesta pandemia, desde o primeiro momento ao último, sentindo-se honrado em representar a categoria.

O médico explicou que a estrutura hospitalar gaúcha é melhor do que muitos Estados, no entanto é preciso seguir com os cuidados.

Questionado sobre a situação da Argentina, onde as autoridades estão fazendo um apelo, mostrando para as pessoas a realidade de doentes morrendo em ambulâncias, com falta de médicos devido aos afastamentos, o Dr. Marcelo avaliou com otimismo a situação do Rio Grande do Sul. Disse que a situação dos leitos no Estado estão mais favoráveis que o norte do país e que a Argentina. A expectativa é que se consiga vencer sem um colapso do sistema de saúde gaúcho, avaliou o médico.

Destacou ainda que a crise provocada pelo fechamento do comércio trouxe mais impactos na saúde do que se imaginava e o momento pede a retomada das atividades, porém com máximo cuidado possível de todos, consumidor, empregados e empresários.

Questionado sobre a polarização política envolvendo o uso de medicamentos no combate a covid-19, o Marcelo Matias disse que pela primeira vez ele viu na medicina manifestações políticas contrárias ou favoráveis a um medicamento. Disse que os locais mais politizados do mundo neste sentido foram EUA e Brasil, onde os dois presidentes claramente mostraram sua opinião em relação a um medicamento.

No entendimento do Simers, o médico tem autonomia para escolher qual paciente vai ou não fazer determinado tratamento. A tendência do Simers não é se posicionar favorável ou contrário, e sim defender a liberdade de prescrição sem interferência política.

Ouça a entrevista com o presidente do Simers, o Dr. Marcelo Matias: