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Economia

Auxílio Emergencial garantiu vendas nos supermercados e expectativa do setor é que benefício seja estendido

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Ao que tudo indica o mundo não terá uma vacina contra a covid-19 até o final de 2020. Com isso, a população já começa a se preocupar e perguntar como serão as festas de final de ano. Não poderemos ter aglomerações e festas de família até lá? Festas de confraternização, tradicionais neste período, também estarão impossibilitadas de acontecer? Perguntas que ainda precisam de respostas mais concretas, mas que já preocupam alguns setores da economia.

Os supermercados costumam ter alta nas vendas no período de final de ano, são diversos produtos que a demanda aumenta e os estabelecimentos ficam lotados. Falando na Uirapuru, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Passo Fundo (SINCOGÊNEROS) Celso Marcolan, destacou que o período ainda é de muitas incertezas para o setor, porém os supermercados ainda não estão pensando nas vendas de final de ano.

Relatou que o momento único, não possibilita pensar a longo prazo e que os estabelecimentos estão se adequando a situação mês após mês. Marcolan relatou que o principal fator que fez os supermercados manter a média de vendas parecidas com outros períodos foi o auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal. O presidente lembrou que muitas pessoas perderam o emprego, estão sem trabalhar ou tiveram redução nos ganhos mensais.

O benefício de R$ 600 reais foi utilizado basicamente para a alimentação pelas famílias, o que fomentou as vendas nos supermercados. Em relação aos últimos meses do ano, Marcolan destaca que a expectativa do setor é pela extensão do auxílio emergencial até o final de 2020 para garantir a sequência das vendas.

Ouça a entrevista com o presidente do SINCOGÊNEROS, Celso Marcolan: