Sem Segredo: pais se mostram divididos sobre volta às aulas no Rio Grande do Sul
O Governo do Estado definiu como sugestão para a retomada das aulas presenciais o dia 31 de agosto, com as turmas de educação infantil. Depois, recomeçariam as aulas do ensino superior, em 14 de setembro, dos ensinos médio e técnico em 21 de setembro, dos anos finais do ensino fundamental em 28 de setembro e dos anos iniciais em 8 de outubro.
Desde que esse calendário foi divulgado, se intensificou o debate sobre a possibilidade de volta as aulas presenciais. Esse foi o tema discutido durante o programa Sem Segredo no último sábado.
Entre os ouvintes, as opiniões são divididas. Enquanto alguns pais avisaram que mesmo que as aulas sejam retomadas não vão mandar os filhos para escola, outros defendem o retorno com cuidados para as crianças.
Ouça o que disse os ouvintes:
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hansen, manifestou a opinião contraria ao retorno. Cita que os municípios não estão preparados para esse retorno garantindo a segurança para crianças e os trabalhadores em educação.
Ouça a entrevista com o presidente da Famurs, Maneco Hansen:
Participando do programa, o presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinep-RS), Bruno Eizarik, disse que a entidade defende a autonomia das escolas para tomar essa decisão.
Segundo Bruno Eizarik, desde junho as escolas particulares estão com protocolos prontos para o retorno às aulas. Afirmou que os educandários, a partir desses protocolos, elaboraram seus Planos de Contingência, atendendo itens como o distanciamento entre os alunos, menor circulação nas instituições e medidas de higienização – para permitir que os alunos possam voltar com o máximo de segurança possível.
Ele citou que, com a retomada das atividades do comércio, da indústria e dos serviços é inevitável a necessidade do retorno das crianças à escola ainda neste mês de agosto. Reforçou que está tudo pronto, aguardando apenas a liberação por parte do Executivo Estadual e dos Executivos Municipais.
Durante o programa denunciou a existência de muitas creches irregulares atuando no Rio Grande do Sul, que viram na necessidade dos pais que voltaram ao trabalho ter um lugar para deixar os filhos, um meio de faturar, mesmo que oferecendo uma estrutura precária e sem nenhuma segurança a saúde das crianças.
Ouça a entrevista com o presidente do Sinep, Bruno Eizarik: