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Cidade

Passo Fundo está na pior parte da pandemia, mas tendência é melhorar em breve, avalia reitor da UFPel

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Passo Fundo já soma mais de 3.700 casos confirmados e mais de 80 mortes devido ao coronavírus. Por muitos dias a cidade registrou mais mortes e mais casos que muitas outras que hoje já ultrapassaram Passo Fundo nestes índices. Ainda não se tem a certeza se Passo Fundo atingiu o pico dos casos, mas os números mostram uma estabilidade sem grandes explosões, porém, ainda com níveis altos de internações.

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realizou uma série de pesquisas sobre os casos da covid-19 em Passo Fundo e no Estado, fazendo projeções de contaminação e número de casos. Mas a população se pergunta: o pior já passou? O que fizemos como medida de proteção foi o correto?

Sobre este assunto, a Uirapuru conversou na manhã desta terça-feira (04) com o reitor da UFPel, Prof. Pedro Rodrigues Curi Hallal. Ele disse que Passo Fundo teve um contato precoce e intenso com o coronavírus, por isso muitas cidades hoje enfrentam aumento de casos enquanto o município já segue numa linha estável em um ponto elevado.

Ele explicou que, observando o comportamento da pandemia em outros locais semelhantes, os dados mostram que haverá uma diminuição de casos muito em breve em Passo Fundo. Porém, isso é uma previsão e depende de alguns fatores, dentre eles o mais importante: adoção das medidas de proteção da população. Se as pessoas obedecerem as regras, a tendência é de uma melhora em breve.

Isolamento tardio é uma das causas do crescimento da contaminação em todo o Estado, diz reitor da UFPel

O atual sistema de bandeiras, que limita as atividades dependendo do crescimento de casos, foi também questionado pela Uirapuru ao atual reitor da UFPel, Prof. Pedro Rodrigues Curi Hallal. O reitor disse que é totalmente a favor das atividades comerciais com segurança e por isso o sistema de bandeiras está sendo prejudicial para economia e saúde pública. As pessoas seguem agindo como se não fosse bandeira vermelha e o comércio é restrito e sofre as penalidades.

Hallal explicou que, enquanto a curva está subindo, é hora de fazer um lockdown rigoroso e derrubar os casos. Disse ainda que o modelo de bandeiras foi perdendo credibilidade e a questão está em diminuir muito a circulação das pessoas nas cidades e isso não está se conseguindo.

O reitor disse ainda que as pessoas estão notando que a bandeira laranja é praticamente igual a vermelha, a não ser as restrições do governo. Defendendo o lockdown, o reitor afirmou que é preciso parar tudo por alguns dias, mantendo todos em casa. Após isso, se reabre o comércio, sem o stress de novos casos, e as atividades econômicas terão maior pujança.

Questionado sobre os motivos dos casos ainda não terem diminuído em Passo Fundo, o reitor explicou que é uma questão mundial. Hoje uma pessoa se contamina e segue tendo contato com as demais até surgirem os sintomas, que podem levar cinco dias. De acordo com o reitor, isso poderia ser evitado com uma parada total em lockdown ou testagem maior, onde quem positiva é posto de imediato em quarentena, evitando novas contaminações.

Ouça a entrevista com o reitor da UFPel, professor Pedro Rodrigues Curi Hallal: