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Saúde

Velocidade de transmissão do coronavírus e relaxamento do isolamento preocupam Sociedade Riograndense de Infectologia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Outubro encerra com menos casos de covid-19 em Passo Fundo
Outubro encerra com menos casos de covid-19 em Passo Fundo

Recentemente a Sociedade Riograndense de Infectologia emitiu uma nota de alertando sobre o avanço do coronavírus no Rio Grande do Sul. Passo Fundo é a segunda cidade com mais casos e mortes devido a covid-19. A Rádio Uirapuru ouviu nesta semana o prefeito de Alegrete, Márcio Amaral, que mesmo estando na bandeira laranja, decretou um fim de semana de lockdown pra evitar festas e aglomerações e disse que o resultado foi positivo.

De acordo com o presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia, Dr. Alexandre Vargas, o Estado está vivendo o pico de casos e isso preocupa a entidade. Frisou que o modelo de distanciamento controlado proposto pelo governo, vinha tendo sucesso no combate a pandemia, porém após o passar do tempo, as pessoas foram relaxando os cuidados e hoje o sistema não é tão eficaz.

Vargas afirmou que Passo Fundo tem um nível de incidência de casos alto em relação a números mundiais e lembrou que em qualquer local do planeta em que a transmissão do vírus estava nessa velocidade, o nível de isolamento era muito maior. A Sociedade de Infectologia defende que o isolamento social seja mais rigoroso na questão da fiscalização, porém a entidade nunca defendeu um fechamento total da atividade econômica, mas sim um cumprimento das medidas adotadas. De acordo com o médico, as regras são impostas, entretanto falta fiscalização para que sejam respeitadas.

O presidente defendeu que a mudança de bandeira não pode ser levada como punição por parte dos municípios, mas sim como um alerta e utilizar a cor da bandeira para conscientizar as pessoas. Em relação ao lockdown, o especialista destaca que o isolamento completo reduziu em cerca de 3 milhões o número de mortes na Europa, porém as medidas duras precisam ser adotadas por, no mínimo, duas semanas.

Sobre a mudança proposta pelos municípios da região de Passo Fundo em alterar a forma de classificação das bandeiras e manter os leitos de UTI para pacientes da região, o infectologista afirmou não ver lógica na proposta. Vargas explicou que o SUS é integrado e os pacientes precisam ser atendidos onde haver vagas disponíveis, sendo impossível manter as regiões fechadas.

Ouça a entrevista com o presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia, Dr. Alexandre Vargas: