Na Uirapuru, prefeito Luciano Azevedo critica atual modelo de bandeiras por não mostrar uma saída
O governo do Rio Grande do Sul não acatou os recursos encaminhados pela Prefeitura de Passo Fundo e pela Associação dos Municípios do Planalto Médio (AMPLA) que contestava a bandeira vermelha sinalizada no mapa preliminar do Distanciamento Controlado. Com isso, tanto a cidade, quanto a região passaram a adotar diversas regras mais restritivas que estão previstas na bandeira vermelha.
Em entrevista na Uirapuru, o prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo, falou que o momento em que a cidade vive é o mesmo que aproximadamente a metade do Estado vive, sendo que os balanços diários mostram que o Rio Grande do Sul foi o estado brasileiro que mais teve crescimento no número de casos e óbitos.
Segundo o prefeito, dentro do sistema estabelecido pelo governo estadual, e que está sendo questionado, é de certa forma compreensível e esperado que isso vá acontecer. Porém, é evidente que ir para a bandeira vermelha não é uma notícia agradável e por isso o modelo de bandeira está sendo questionado.
O prefeito falou que, enquanto o sistema estiver vigorando, os municípios devem se submeter as regras vigentes. Ele contou que, quando o modelo foi estabelecido, chegou a ser elogiado, pois servia de uma espécie de barreira de contenção para que um tempo pudesse ser ganho e o sistema de saúde se preparasse. Conforme Azevedo, isso foi feito, onde houve um trabalho articulado entre hospitais e prefeitura para que a capacidade de atendimento fosse ampliada.
Luciano Azevedo declarou que no início do fechamento do comércio, era dito que isso não duraria para sempre, porém, o problema é o tempo está passando e não têm nenhuma perspectiva e sinalização de saída do modelo de bandeiras pelo Estado. Para Azevedo, o governo estadual se tornou uma espécie de árbitro da vida das pessoas, onde acaba dizendo o que pode ou não fazer apenas apertando um botão que troca cores.
Conforme o prefeito, o Estado colabora com muito pouco para a solução, não ajuda no problema e não está tendo a grandeza de rever o modelo. Para o prefeito, deve ser apresentada uma saída e as pessoas devem ter o direito de saber até quando isso vai. Ele ainda frisou que, em primeiro lugar, o foco está no cuidado com a vida das pessoas e elas já tem informação suficiente para saber que se deve lavar as mãos, usar máscara, não fazer aglomeração e que os idosos devem ficar em casa. De acordo com Luciano, agora dependemos mais das atitudes de cada um.
Ouça a entrevista com o prefeito Luciano Azevedo: