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Esporte

Incerteza sobre futuro do futebol no interior preocupa dirigentes de Gaúcho e Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Já estamos no sétimo mês do ano e a bola ainda não rolou para o Sport Clube Gaúcho. Tudo porque a “Terceirona” estava programa para abril e, claro, por conta da pandemia, ainda não iniciou.

O Gaúcho já estava na fase de preparação, havia contratado o técnico Vanderson Pereira e pensava em nomes para a montagem do plantel, mas teve que paralisar todas as ações.

“Ficamos frustrados, mas entendemos as circunstâncias. Em primeiro lugar está a saúde e não havia como iniciar a competição naquelas condições. Esperamos que a bola role, quem sabe no mês de setembro, pelo menos”, disse Augusto Ghion Jr., presidente do Alviverde.

Tendo ficado a um jogo de conseguir o acesso no ano que passou, o Gaúcho é um dos clubes que defendia a manutenção do objetivo principal: subir de divisão.

“Seria estranha uma competição sem esses objetivos. O Gaúcho jogaria igual no segundo semestre, mas sempre desejamos a manutenção das chances de subir um degrau no futebol estadual”, completou o presidente Augusto Ghion.

Com a programação de retomada apenas aguardando o novo calendário para ser ajustada, o Gaúcho não tem muito mais o que fazer a não ser esperar. O futuro do futebol do interior e sua divisão mais carente passam pelo enfraquecimento da pandemia e posterior liberação do governo estadual para que as atividades sejam retomadas, mesmo que de forma parcial.

O Periquito do Boqueirão observa, ainda, a movimentação dos seus concorrentes, que podem, com o atraso no campeonato, desistir da disputa e isso provocaria um efeito cascata na competição.

Para o presidente do Passo Fundo, momento é de grande incerteza

Paralisada desde meados do mês de março e com apenas três jogos realizados, a Divisão de Acesso vive a expectativa de retorno para o próximo mês.

Mas quem vê a espera chegar ao seu final, não imagina todo o período de incertezas que viveu o Esporte Clube Passo Fundo.

Comandados agora pelo empresário Volnei Trapason, que deixou a diretoria de futebol para assumir o cargo máximo do tricolor, o clube foi mais um dos clubes duramente atingidos pela pandemia.

“Manter um elenco mesmo sem jogar, honrar com os salários de todos os funcionários e trazer o clube vivo até aqui, não tem sido nada fácil”, afirma o novo presidente do representante passo-fundense na divisão que antecede a elite gaúcha.

Durante todo esse período paralisado, o futebol do interior viveu momentos de muitas incertezas.

“As incertezas infelizmente persistem! Não sabemos quando e se vamos voltar a ter bola rolando esse ano no Vermelhão da Serra”, concluiu Trapason.

Os comandados de Paulo Porto aguardam para voltar aos treinos assim que a liberação for dada, visando a continuidade do campeonato, mas bola rolando, valendo pontos mesmo, só com o ok das autoridades da área de saúde e a chancela do Governo do Estado e isso não se dará antes de agosto ou quando o protocolo das bandeiras autorizar.

Com esse cenário preocupante, o retorno do futebol do interior vai ficando cada vez mais difícil e aos clubes só resta esperar. Uma nova atualização é aguardada por todos, porém, com o futebol da elite ainda paralisado, mais difícil vai ficando a vida dos clubes que lutam bravamente pela sobrevivência.