Agrônomo explica que ciclone-bomba é mais intenso que o normal, mas ocorrência do fenômeno é comum
Na semana passada um ciclone-bomba atingiu o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A passagem do ciclone causou diversos estragos em várias cidades e para esta semana tem possibilidade de um fenômeno parecido acontecer, porém com menor intensidade.
Participando do Uirapuru Ecologia do último sábado (04), o Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da EMBRAPA-TRIGO, engenheiro agrônomo, Jorge Lemainski, explicou que o ciclone-bomba é mais intenso que o normal e se forma de maneira rápida. Os ciclones são extratropicais e tem uma normalidade de acontecimento no ambiente, porém é mais frequente nos oceanos.
Quando ocorre uma queda muito grande e rápida de pressão na atmosfera e o encontro das massas de ar quente e frias, os ciclones se formam. O agrônomo relatou que as temperaturas estavam elevadas, por volta de 20 graus na superfície da terra, porém nas partes mais altas o ar estava gelado. Ao se chocarem, forma-se um redemunho descendo o ar frio e subindo o ar quente que gera os ventos fortes registrados na semana passada.
Em relação ao fenômeno atingir uma região e outra não, Lemainski explica que como a região sul do Brasil não é plana, os ventos encontram barreiras naturais e mudam a direção, velocidade e intensidade.
Ouça a entrevista com o engenheiro agrônomo, Jorge Lemainski: