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Cidade

Entenda as razões para Passo Fundo permanecer na bandeira vermelha

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O Governo do Estado apresentou o mapa atualizado do modelo de distanciamento controlado no final da tarde de ontem (03). Mais uma semana, Passo Fundo e região estão na bandeira vermelha, o que considera alto nível à contaminação do coronavírus.

Com essa classificação, a maioria dos serviços e o comércio sofrem duras restrições de funcionamento, e como Passo Fundo é reincidente na bandeira vermelha precisaria ficar 14 dias com esse nível de restrições. Ainda cabe recurso da decisão do Governo do Estado. A prefeitura está analisando se vai recorrer ou não. Para contestar a decisão é necessário haver divergência nos números apresentados.

Mas o que fez com que Passo Fundo permanecesse mais uma vez em bandeira vermelha?

No modelo de distanciamento controlado, o Governo do Estado leva em consideração 11 indicadores, divididos em dois grandes grupos: Propagação (velocidade do avanço, estágio da evolução e incidência de novos casos sobre a população) e Capacidade de atendimento (capacidade e mudança na capacidade hospitalar).

A Região de Passo Fundo apresentou piora em dois indicadores de Propagação da Covid-19. Atualmente, dos 4 indicadores que analisam dados específicos da região, 2 são classificados como vermelhos e 2 como pretos. Mesmo com a melhora em outros 2 indicadores da Macrorregião Norte, a média ponderada da região permaneceu acima de 1,5, consolidando a bandeira final na cor Vermelha. A média de Passo Fundo ficou em 2,09.

De acordo com o Governo do Estado, são 37 municípios da região de Passo Fundo estão passíveis de adotar bandeira laranja, representando 20% da região e afetando 132.876 habitantes.

Confira cada critério utilizado e os números obtidos pela região de Passo Fundo:

Grupo 1: Propagação da Covid 19:

– Hospitalizações confirmadas para COVID-19 registradas nos últimos 7 dias: semana passada 51; semana atual 69.

– Nº de internados por Síndrome Respiratória Grave (SRAG) em UTI no último dia (mun. Do

hospital): semana passada 60; semana atual: 59.

– Nº de internados em leitos clínicos Covid no último dia de análise (mun. Do hospital): semana passada: 59; semana atual 76.

– Nº de internados em leitos de UTI Covid no último dia de análise (mun. Do hospital): semana passada: 36; semana atual: 44.

– Ativos na última semana // Recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana (razão): semana passada: 337 ativos e 754 recuperados; semana atual: 457 ativos e 771 recuperados.

– Nº de hospitalizações confirmadas para COVID-19 registradas nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes: semana passada: 7,93/por 100 mil hab.; semana atual: 10,32/ por 100 mil hab.

– Nº de óbitos nos últimos 7 dias: semana passada: 10; semana atual: 12.

Grupo 2: Capacidade do Sistema de Saúde:

– Leitos de UTI Livres / Leitos de UTI ocupados por pacientes COVID: semana passada: 1,78; semana atual: 2,09.

– Leitos de UTI Livres / Leitos de UTI ocupados por pacientes COVID (Nível de Estado): semana passada: 2,03; semana atual: 1,56.

– Nº de leitos de UTI livres no último dia de análise para atender COVID: semana passada: 64; semana atual 92.

– Nº de leitos de UTI livres no último dia de análise para atender COVID (Nível de Estado): semana passada: 624; semana atual: 653.

Segundo o governo do Estado, as projeções de mortes para a próxima semana, na macroregião Norte é de 17 óbitos.

Os municípios que encontrarem divergência nos números apresentados pelo Estado em relação com a realidade do município, tem até às 6h30 de domingo (05) para apresentar o recurso e buscar a mudança de bandeira.