Mesmo com demanda menor, motoboys de Passo Fundo decidem não aderir a greve nacional
Ontem (1º) diversas cidades do Brasil registraram greve de motoboys. Os entregadores, principalmente aqueles que trabalham com aplicativos, promoveram a paralisação buscando melhores condições de trabalho, medidas de proteção contra os riscos de infecção pelo novo coronavírus e mais transparência na dinâmica de funcionamento dos serviços e das formas de remuneração.
Os trabalhadores cobram o aumento das taxas mínimas recebidas por corrida e o valor mínimo por quilômetro. Atualmente, eles são remunerados por corrida e pela distância percorrida, e por isso esses dois indicadores acabam definindo o pagamento por entrega.
Em entrevista na Uirapuru o empresário Ivanir Carlos da Costa Zandoná, proprietário de uma empresa de motoboys, afirmou que nenhum dos funcionários mencionou aderir a paralisação em Passo Fundo. A empresa de Zandoná emprega cerca de 30 trabalhadores e a grande maioria deles também trabalham com os aplicativos de entrega.
De acordo com o empresário nos últimos dias a demanda por delivery caiu bastante em relação com o início da pandemia. Zandoná acredita que a crise financeira e a reabertura de alguns restaurantes antes da bandeira vermelha, contribuíram para a queda.
Outro fator que acaba desagradando a classe é o valor pago pelos aplicativos, um valor tabelado por entrega e ainda uma parte fica com o aplicativo de comida. Mesmo assim, os entregadores que trabalham com o empresário resolveram não aderir ao movimento.