Refém sendo solto abraçado a policial militar mostra que o mundo não é feito só de maldades, diz psiquiatra
A cidade parou aflita para ouvir na última terça-feira (09) sobre um foragido que invadiu uma casa e fez refém um menino de 11 anos em Passo Fundo. Após mais de 4hs de negociação, com cobertura da Uirapuru, com o rádio estava ligado dentro da casa onde o homem mantinha o menino, ele se entregou.
Os policiais destacaram que a tranquilidade do menino fez toda a diferença na ação. Em um momento emocionante o menino foi solto e saiu protegido e abraçado por uma policial da Brigada Militar. Imediatamente o homem foi preso e ninguém saiu ferido.
A Uirapuru conversou na tarde de ontem (10) sobre a situação psicológica que se abateu diante do fato com o psiquiatra Carlos Hecktheuer. Conforme ele, o menino, entrando na pré-adolescência, infelizmente teve um contato forte e direto com a maldade que habita a mente de algumas pessoas. Ele descobriu de uma forma cruel como a liberdade pode ser tirada mediante uma ameaça de um criminoso.
Disse que o trabalho de negociação feito por especialistas foi primordial para manter todos calmos, especialmente a vítima. Envolto em um mundo de ódio naquele momento, ele foi puxado de volta através do diálogo. Quando o criminoso entrou em sua casa e o menino foi tirado da proteção da família, da mãe, ele viu seu mundo mudar.
O abraço da policial militar que o levou para a liberdade mostrou que no mundo tem pessoas boas e não só perturbados ameaçadores e agora, já livre, ele precisará ser amparado pelo carinho da família. O abraço libertador trouxe a proteção maternal ao refém, proteção que a sociedade deve dar as crianças e adolescentes.
Ouça a entrevista com o psiquiatra, Carlos Hecktheuer: