Na Uirapuru, pai do menino Rafael diz que se a mãe não queria a criança poderia ter deixado com ele
A Uirapuru segue em Planalto ouvindo familiares e pessoas próximas do menino Rafael Mateus Winques, encontrado morto na última noite de segunda-feira (25) em uma caixa de papelão na garagem de uma casa próxima de onde vivia.
No início da tarde de hoje, a Uirapuru ouviu o pai do menino, o agricultor Rodrigo Winques, que mora em Bento Gonçalves. Ele contou que, como vivia no interior e bem longe de Planalto, sua relação não era muito próxima do menino, mas ele sempre esteve acompanhando tudo e inclusive esteve recentemente na cidade.
Rodrigo afirmou que mãe estava impondo visita com hora e dias marcados ultimamente. Explicou que ficou sabendo do sumiço pelo padrasto de Rafael. Conforme ele, o seu celular tocou e apareceu o número do menino. Ao atender e dizer “olá meu filho”, ele foi surpreendido pela voz do namorado da mãe, avisando de forma rude que o menino havia sumido. Desta forma, ele se organizou, pegou um carro e um amigo para ir até Planalto onde iniciou as buscas em vários locais, sem sucesso.
O pai declarou que algumas pessoas chegaram a comentar que ele estava muito tranquilo com o fato e até mesmo o criticaram, mas ele não havia feito nada de errado e estava ajudando como pai. Disse ainda que no dia em que chegou todos vasculharam áreas próximas da casa onde ele vivia e nada foi encontrado.
Para o pai, o menino foi retirado do local de carro e depois trazido de volta para ser simplesmente colocado na caixa, pois trata-se de um local muito óbvio onde ele apareceu. Questionado se acredita na participação de outra pessoa, ele disse não poder afirmar nada e também não sabe como era a relação do menino com o namorado da mãe, por exemplo.
Rodrigo também afirmou que, se por algum motivo o menino estivesse atrapalhando a vida da mãe, ela poderia ter entregue o mesmo aos seus cuidados para morar em Bento Gonçalves, já que ele vive sem pai e mãe naquela cidade e poderia ter criado o filho.