Na Uirapuru, delegada diz que a cada dia diminuem chances de menino de Planalto ser encontrado com vida
A Rádio Uirapuru conversou com a Delegada Larissa Fajardo do Departamento de Polícia do Interior (DPI) na manhã desta segunda-feira, 25. A delegada deu informações sobre a investigação que está sendo realizada pela polícia civil que tenta elucidar o caso.
A polícia trata o caso inicialmente como um desaparecimento. “Por enquanto nossa tese principal é o desaparecimento, porque até o presente momento não tivemos indícios de crime, mas não abandonamos efetivamente a tese do Rafael ter sido vítima de algum fato criminal. Continuamos com várias linhas em andamento, porém a tese de sequestro está um pouco enfraquecida” disse a delegada.
Larissa Fajardo comentou sobre o grupo familiar de Rafael Mateus Winques. “Ele residia com a mãe, o irmão mais velho e o padrasto. Na residência da frente moravam a avó materna e um tio” explicou. Segundo a polícia o pai do garoto reside no interior de Bento Gonçalves e não há nenhuma informação de algum tipo de animosidade com o filho.
Um dos detalhes que chamam a atenção, é o fato de que o garoto saiu sem levar o celular que teve mensagens e imagens apagadas.
O celular dele ficou na residência e foi entregue pela mãe a polícia civil. Para que a gente possa entender a dinâmica dos fatos e o que aconteceu efetivamente com o Rafael solicitamos a perícia no telefone. Já estamos na posse do laudo da perícia e estamos avaliando o que veio do celular”.
Larissa Fajardo disse que o menino era como a grande maioria das crianças desta idade e era bastante apegado a jogos online e ao aparelho celular.
A polícia não teve informações de conflitos ou brigas na família envolvendo o menino. “O que nos chama a atenção, e por isso que trabalhamos até o momento com a tese de desaparecimento voluntário, é que não houve sinais de arrombamento. A porta foi aberta pelo lado de dentro”, destacou a delegada.
Para a polícia, a possibilidade de encontrar o menino com vida diminui com o passar do tempo.
A cada dia isso, com certeza, acaba diminuindo, mas a gente ainda acredita que ele possa retornar ao lar com vida. Isso é uma estatística em casos dessa espécie, que quanto mais o tempo passa mais dificuldades temos para recuperar a pessoa ilesa”.
Sobre os próximos passos da investigação a delegada explicou que estão sendo feitas perícias técnicas. “Estamos tentando todas as maneiras possíveis para entender a dinâmica dos fatos e vamos seguir com as oitivas e diligências para compreender o que aconteceu com o Rafael”, disse.
Sobre imagens de câmeras de segurança a delegada disse que não foi possível identificar a presença do menino ou de algum veículo suspeito. “A cidade não tem um grande monitoramento e até o momento as câmeras se mostraram inócuas” concluiu.