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Saúde

Presidente do Conselho de Medicina afirma: não se pode politizar o uso da cloroquina

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Participando programa Sem Segredo da Rádio Uirapuru no último sábado (23), o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), Eduardo Neubath Trindade, declarou que o conselho teve certa contrariedade em relação ao novo documento do Ministério da Saúde, por acreditar que interfere na relação médico/paciente. Trindade também afirmou que o novo protocolo interfere, de certa forma, na autonomia do médico em prescrever o que acredita que é preciso para tratar seu paciente.

De acordo com o presidente, muitas pessoas pensam que existe um tratamento efetivo e eficaz contra o coronavírus, o que não é verdade. Segundo ele, a hidroxicloroquina é um medicamento que está sendo usado em casos graves, quase como “compaixão”, quando o paciente já não apresenta melhora e é lançado mão a teses terapêuticas não comprovadas, como a cloroquina.

Trindade ressaltou que queria que tivesse um benefício comprovado da droga, porém, nenhum estudo mostrou sua eficácia até o momento, mesmo em casos leves. Por isso, ele acredita que essa recomendação do Ministério da Saúde trará mais dúvidas e dificuldades do que um real beneficio. Para o presidente do Cremers, não se pode politizar o uso da cloroquina e é preciso ter cuidado na recomendação de tratamentos sem evidências, no sentido de criar uma falsa sensação de segurança na população.

Em casos onde há o uso da cloroquina, o Cremers recomenda que o profissional esclareça ao paciente os riscos e as adversidades que o medicamento pode causar à saúde, inclusive, com a coleta de assinatura em termo de esclarecimento e responsabilidade.

Ouça a entrevista com o presidente do Cremers, Eduardo Neubath Trindade: