Estado contesta laudos que apontam problemas na construção do Edifício Gralha e vereador afirma que ato é de má fé
O presidente da Câmara Municipal de Passo fundo, vereador Saul Spinelli (PSB), realizou uma videoconferência para discutir o andamento do processo que trata da situação do edifício Gralha nesta semana.
O prédio, no bairro Cohab I, foi interditado em 2016 por problemas de estrutura e deixou 16 famílias sem moradia, muitas pagando aluguel ou morando de favor.A reunião virtual teve a participação da Procuradoria do Estado, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Habitação do RS e do município, moradores e advogados.
Em entrevista na Uirapuru o vereador Saul Spinelli explicou que o processo estava suspenso, já que os moradores negociavam uma forma de indenização, mas o governo do Estado incluiu ao processo um novo laudo contestando a situação. O documento do Estado afirma que o edifício não possuía vício de construção, ou seja, os problemas apresentados não teriam sido causados por deficiências na construção do prédio.
Esse laudo contraria os outros dois apresentados pelos moradores e o próprio laudo judicial, solicitado pelo juiz do caso. Saul disse que ficou muito triste com essa ação de contestação do governo, que para ele demonstra assim agir de má-fé.
Agora o juiz vai decidir qual dos laudos vai considerar válido. No entanto, o prazo de contestação pelo Estado já acabou e ele acredita que este documento não será considerado pelo juiz.
Saul disse ainda que os moradores vão entrar com um novo pedido contra o Estado para que sejam pagos os aluguéis até que saia a decisão.