Empresários precisam encontrar meios de atender clientes durante isolamento para amenizar crise, defende Sebrae
O isolamento social e a paralisação das atividades econômicas por conta do combate ao coronavírus afeta principalmente o micro e pequeno empreendedor. Aquela loja, mercado, salão de beleza de bairro e que depende do dinheiro do dia a dia para se manter. Falando na Uirapuru, o Gerente de Inovação e Serviços Financeiras do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Augusto Martinenco, destacou que a entidade presta apoio aos empresários visando potencializar o acesso das empresas a recursos financeiros disponibilizados pelo Governo Federal neste momento de instabilidade do mercado.
Martinenco afirmou que as pequenas empresas não podem ficar paradas, mesmo com as portas físicas fechadas. É necessário, primeiramente reajustar os custos e despesas do negócio cortando o máximo de gastos possíveis. Outra alternativa para amenizar a crise é buscar meios de garantir uma renda, nem que ela seja mínima. O empresário precisa encontrar um jeito de entregar o produto ao cliente sem que ele precise sair de casa. Vendas online, entrega a domicílio, entre outras táticas de venda precisam ser adotadas neste momento. Martinenco destacou que para não fechar as portas, os empresários precisarão negociar com os funcionários formas de pagamento, renegociar com fornecedores novos prazos e tentar os auxílios financeiros anunciados pelo Governo Federal.
O gerente ressalta que os empresários precisam lembrar do cliente nesse momento, pois a crise vai passar e lá na frente o fundamental é que o cliente sinta-se acolhido e lembrado pela empresa para não deixarem de consumir no empreendimento e ajudar na retomada.
Ouça a entrevista com o gerente do Sebrae, Augusto Martinenco: