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Economia

Páscoa amarga: incerteza no cenário econômico fará com que a prioridade seja os produtos de extrema necessidade, explica economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Páscoa é uma das mais importantes datas do comércio brasileiro, e também o período mais esperado por lojas que tem como carro chefe a venda de ovos de chocolates e outros doces, no entanto, neste ano, o cenário será diferente. Devido a pandemia mundial do coronavírus e as medidas de isolamento social que restringem a abertura do comércio deve registrar uma queda histórica na vendas de ovos de chocolates.

Na Uirapuru o economista e professor de economia, Julcemar Zilli, explicou que o momento que a economia vem passando é bem preocupante, neste sentido destacou que a venda de produtos ligados a páscoa tende a ter uma redução. O professor explicou que são três pontos que podem explicar a diminuição na venda de produtos.

De acordo com o professor, em vez de comprar produtos para várias pessoas da família as pessoas virão optar por direcionada os gastos e comprar presentes para as crianças. Outra questão é que, se a pessoa não pode ir até o local realizar a compra a perceptiva de consumismo também muda, pois pela internet a compra será de produtos pontuais. Ainda segundo o economista, o terceiro fator é questão de resguardar dinheiro.

Zilli explicou que devido a situação da crise econômica, muitas pessoas temem perder o emprego e isso deixa uma incerteza para o futuro. O professor afirmou que as pessoas vão pensar duas vezes em gastar com produtos da páscoa e vão priorizar os produtos de primeira necessidade.

Ouça a entrevista do economista e professor de economia, Julcemar Zilli:

 

Do outro lado estão os empresários que nunca viveram uma situação parecida.

A Uirapuru conversou com a proprietária da loja Doce Mania, Marialda Antunes, que contou que essa será a páscoa mais amarga de todos os tempos. De acordo com a empresária, os estoques estavam abastecidos na expectativa de realizar boas vendas no período, no entanto, o cenário teve uma reviravolta.

Contou que as vendas estão sendo realizadas pelas redes sociais. Ainda segundo Marialda, a alternativa de amenizar o prejuízo é tornar os preços mais acessíveis e fazer promoções.

Ouça a entrevista da proprietária da loja Doce Mania, Marialda Antunes:

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