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Segurança

Sem Segredo: para ouvintes, em briga de marido e mulher deve se meter a colher

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Ontem (08) foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas na década de 1970. Ela simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. Inicialmente, essa data remetia à reivindicação por igualdade salarial, mas, atualmente, simboliza a luta das mulheres não apenas contra a desigualdade salarial, mas também contra o machismo e a violência. O número de feminicídios cresceu 7,3% em 2019, comparado ao ano anterior. A cada sete horas, uma mulher é morta no país pelo companheiro ou ex-companheiro.

Por isso, o Sem Segredo perguntou: para salvar vidas, não está mais do que na hora de mudar o velho ditado de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher? Para a maioria dos ouvintes é preciso intervir nas brigas de casais para evitar algo pior. Eles destacaram que a maior parte dos casos de violência que eles presenciaram havia drogas e bebidas envolvidas, o que muitas vezes agrava a situação.

De acordo com a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, delegada Rafaela Bier, o crime de feminicídio auxiliou a Polícia Civil na investigação e punição em casos de assassinatos contra mulheres. Destacou que o número de denúncias tem aumentado, o que, segundo ela, tem a ver com o empoderamento feminino. Rafaela afirmou que as mulheres estão mais seguras e encorajadas para denunciar a violência sofrida dentro de casa, pois sabem que contam com proteção e compreensão da sociedade. A delegada afirmou que é necessário que as pessoas se envolvam sim em briga de marido e mulher. A denúncia, de acordo com a delegada, é fundamental para salvar vidas.

A coordenadora do Projur Mulher e Diversidade, Joseane Petry Faria, lembrou que o crime do feminicídio completa cinco anos em 2020. De acordo com ela, o Brasil mata mulheres, por serem do sexo feminino. A criminalização da violência contra a mulher auxilia na criação de políticas públicas para evitar a agressão, informar a vítima sobre seus direitos e tratar a mulher que sofre com as agressões. Lembrou que em quase todos os casos o crime é cometido por alguém muito próximo, normalmente o companheiro.