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Polêmica

Sem Segredo: ouvintes afirmam que gostam do Carnaval, mas com moderação

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Época de Carnaval e, apesar de ser a maior festa popular do Brasil, as opiniões se dividem sobre gostar ou não. Com isso, o Sem Segredo deste sábado (21) relembrou histórias dos velhos carnavais de Passo Fundo e quis saber se os ouvintes eram capazes de fazer loucuras para passar o Carnaval na maior folia ou se não estavam nem aí para a festa. Participaram do programa o historiador do Instituto Histórico de Passo Fundo, Djiovan Carvalho, e o secretário municipal de Cultura, Henrique Fonseca. A maioria dos ouvintes declarou que gosta de Carnaval, mas com moderação. Muitos relataram que participavam mais quando eram novos e que hoje apenas admiram as festas que acontecem.

Diversos ouvintes relembraram os Carnavais de antigamente, quando assistiam diversas escolas de samba em Passo Fundo, além dos blocos tradicionais e das festas realizadas durante esta época no município. Alguns acreditam que nos dias atuais a essência do Carnaval mudou e a alegria de se fantasiar, por exemplo, diminuiu. Além disso, os ouvintes relataram que diversas pessoas passam dos limites e acabam prejudicando a festa.

O historiador do Instituto Histórico de Passo Fundo, Djiovan Carvalho, explicou que o Carnaval, assim como diversas festas que temos no calendário, tem origem pagã. Segundo Carvalho, acredita-se que, inicialmente, o Carnaval era uma festa de dezembro relacionada a colheita no hemisfério norte. Só depois que ela foi enquadrada dentro de um calendário no período anterior a Páscoa./ De acordo com o historiador, Carnaval significa “adeus a carne”, vindo da palavra italiana Carnavale. Ele explicou que esse nome foi escolhido devido ao Carnaval ser a “festa do exagero”, onde, historicamente, é o momento de extravasar e depois entrar em um período de retenção com a Quaresma. Sobre as fantasias, Carvalho explicou que elas são feitas no Carnaval porque nessa época do ano podemos nos “despir” de nós mesmos e vestir o que queremos. Ou seja, segundo o historiador, este é um período curto do ano onde podemos ser o que quisermos.

O secretário municipal de Cultura, Henrique Fonseca, declarou que é preciso fazer uma referência histórica ao carnaval de Passo Fundo. Segundo ele, os clubes sociais permanecem como referências carnavalescas no município e é importante manter isso. Disse que, atualmente, os clubes estão mais voltados para as famílias, que levam suas crianças. Isso também faz com que os jovens aproveitem o Carnaval de outras formas, buscando alternativas em blocos, uma tradição mais recente no município, onde o pessoal faz festa em espaços fechados e toca qualquer tipo de música.