Terceirizadas: prefeitura afirma que caso os pagamentos não sejam realizados, os valores serão retidos
Nos últimos dias a Rádio Uirapuru tem recebido diversas ligações de funcionários de empresas terceirizadas da prefeitura que estão sem receber os salários, vales-transporte e alimentação e vencimentos de férias.
Em entrevista na Uirapuru o procurador-geral do município, Adolfo Freitas, disse que imediatamente quando a prefeitura teve conhecimento dos atrasos foi verificar a situação dos pagamentos para a empresa. Segundo o procurador, todos os pagamentos da prefeitura com a terceirizada estão em dia e pelo contrato o executivo tem até o décimo dia útil deste mês para fazer o pagamento de janeiro.
Freitas frisou que os atrasos não decorrem da falta de pagamento da prefeitura, mas sim de alguns equívocos da própria empresa com relação seus funcionários. Segundo o procurador, uma notificação a sede da empresa em Porto Alegre já foi feita, solicitando que a regularização dos pagamentos sejam feitas imediatamente. Disse que se com o pagamento da prefeitura a empresa não realizar o repasse aos funcionários, o executivo deverá reter os valores e fazer o pagamento direto aos trabalhadores se necessário for. De acordo com Freitas, a prefeitura aguarda até hoje uma ação da empresa e se nada for feito uma atitude mais dura será tomada.
Confira o que disse o procurador-geral do município, Adolfo Freitas:
No início da tarde de ontem (11) funcionários da CCS Serviços Terceirizados realizaram em frente a sede da empresa em Passo Fundo um protesto em busca de respostas quanto a situação dos atrasos. Na sede da empresa, não havia ninguém. Em entrevista na Uirapuru a funcionária Larissa Menezes, que atua na área da educação, contou que as férias foram parceladas em quatro vezes e que o pagamento que teria que entrar em dois de fevereiro não aconteceu.
Além disso, segundo a funcionária, os tickets de alimentação e vales transportes também não foram pagos. Larissa contou que foi procurar pela empresa para pedir um esclarecimento sobre a falta de pagamento, principalmente dos vales-transporte e foi orientada a pedir emprestado que o pagamento entraria na última segunda, o que também não aconteceu. Os funcionários relataram que ao questionar a empresas não tiveram mais repostas.
Ouça a entrevista com a funcionária Larissa Menezes: