Skip to content

Geral

Sindicato dos Estabelecimentos Funerários do RS esclarece que Estado não paga pelo translado de corpos

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Na última semana a Rádio Uirapuru divulgou a informação de que o IGP está atendendo em regime de plantão nos postos médicos legais de Passo Fundo, Erechim, Carazinho, e Soledade de forma alternada. A cada final de semana um município realiza plantão devido à falta de médicos legistas. Desta forma os corpos que necessitam de necrópsia precisam ser transladados até a cidade onde o PML está de plantão.

Os custos deste translado, de acordo com o IGP seria bancado pelo Estado porém o Sindicato dos Estabelecimentos Funerários do Rio Grande do Sul contesta a informação alegando que as funerárias não recebem nenhum valor extra pelo deslocamento. Falando na Uirapuru, a delegada regional do Sindicato, Valdirene Moreira, relatou que a situação dos postos médicos legais é preocupante na nossa região. Relatou que os custos na verdade são bancados pelas empresas funerárias e o Governo do Estado não repassa nenhum centavo. Valdirene explicou que os custos com o translado não são cobrados dos familiares dos mortos.

As funerárias possuem um convênio com o Estado há 18 anos, que chama-se Sistema de Remoção de Corpos e é feito apenas por empresas credenciadas. Esse trajeto, do local do óbito até o local da perícia, não é cobrado da família. Esse serviço gerou uma economia de cerca de R$ 3 milhões para o Rio Grande do Sul.

O sindicato está com um projeto tramitando na Assembleia Legislativa, onde busca a isenção dos pedágios para a realização do serviço. Valdirene afirma que a solução seria o Estado chamar os aprovados no concurso do IGP. A delegada contou que outros Estados pagam pelo serviço prestado pelas funerárias, porém para isso acontecer é preciso muito dialogo entre os envolvidos.

Ouça a entrevista da delegada do Sindicato dos Estabelecimentos Funerários do RS, Valdirene Moreira: