Documentação é o maior empecilho para devolução de veículos roubados e furtados em Passo Fundo
A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul divulgou recentemente que devido ao trabalho da Delegacia de Polícia de Controle Técnico e de Fiscalização (DCT) tem agilizado o serviço de vistoria e restituição de veículos furtados e roubados em Porto Alegre. A delegacia criada há cerca de quatro meses tem atuação na somente na Capital do Estado.
Já em Passo Fundo, a Rádio Uirapuru apurou que a falta de documentação é o maior empecilho para restituição de veículos roubados ou furtados.
De acordo com o Delegado titular da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) Diogo Ferreira, quando o veículo é recuperado ele é recolhido ao depósito do CRD e a DRACO analisa se é necessário algum tipo de perícia. “Se tiver suspeita de adulteração da identificação veicular ou se houver a necessidade de uma perícia para coletar elementos é solicitado ao Instituto Geral de Perícias” disse o delegado.
Prazo médio de devolução
Diogo Ferreira esclareceu que o prazo médio é de dois ou três dias para restituição, que normalmente é o tempo que o IGP leva para fazer o trabalho pericial. “No entanto, tem um complicador: a chuva. Os depósitos do DETRAN em Passo Fundo não são cobertos, então se chover e molhar o veículo prejudica a realização da perícia.” disse Ferreira. Quando não há necessidade do trabalho do IGP o bem pode ser restituído em até 24 horas.

Custos
O delegado esclareceu também que após ter o veículo recuperado, o proprietário não tem gastos com remoção e depósito.
Os custos são todos arcados pelo Estado quando o veículo é roubado ou furtado”, explicou Diogo Ferreira.
Documentação
O delegado disse também que a documentação é o maior empecilho para uma rápida devolução do veículo recuperado.
Nós precisamos devolver o bem ao proprietário e as vezes o veículo está enrolado, ou seja, está no nome de uma pessoa que vendeu a um terceiro, que pode ter negociado com outra pessoa e tem só um contrato, sem nunca ter feito a transferência do veículo”.
Ferreira explicou que o possuidor do bem precisará de um documento do proprietário autorizando a retirada do CRD ou o dono precisará ir até o local para a devolução. “Essa é uma das principais dificuldades para a rápida restituição, mas aí já não é culpa da polícia ou do sistema no Estado”, disse.
O delegado alertou sobre a importância da transferência de propriedade do veículo no momento da venda. “As vezes o carro passou por 10 pessoas e ninguém tem o contato com o proprietário, então fica o alerta para que as pessoas transfiram o veículo no momento da compra para evitar incômodos futuros”, concluiu o delegado.