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Clima

Calor provoca danos irreversíveis nas lavouras de milho e soja

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A onda de calor dos últimos dias, com temperaturas que chegaram a 36 graus em Passo Fundo, com sensação térmica de 40, além da falta de chuva, já provocam danos irreversíveis nas lavouras de milho e soja. O milho está na fase final de florescimento e sente mais as consequências da baixa umidade do solo e das altas temperaturas. Já a soja está no período vegetativo e entra no florescimento a partir do dia 15 de janeiro, mesmo assim as mudas estão menores e murchas. O assunto foi destaque no programa Cotações e Mercados da Rádio Uirapuru.

O engenheiro agrônomo Luciano Remor explica que ainda é cedo para prever a porcentagem de perdas nas lavouras, mas já arrisca algo em torno de 40% para o milho e 10% para a soja. Remor tem feito visitas às lavouras e observa que, nos locais com solo corrigido, as plantas têm sentindo menos os efeitos climáticos. Segundo ele, os agricultores que fizeram análise do solo e investiram em nutrientes como calcário, gesso e adubo estão observando as plantas mais resistentes.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater, Claudio Doro a previsão era de safra recorde para 2020, no Estado do Rio Grande do Sul, porém, segundo ele, com o calor, e a falta de umidade, os danos são irreversíveis. Doro também adiantou que muitos agricultores que fizeram seguro das lavouras de milho já estão pedindo vistoria para encaminhar o pedido de indenização, pois acreditam na perda quase total. O engenheiro comentou que se os agricultores investissem em sistemas de irrigação não ficariam reféns do tempo.