Febre Aftosa: Sindicato dos Trabalhadores Rurais é contra a possível suspensão da vacina
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura está na fase final de revisão do relatório que pode terminar com a vacinação contra a febre aftosa no rebanho bovino e de búfalos do Rio Grande do Sul. A expectativa é de que o parecer favorável seja emitido até o fim deste ano. A avaliação tem como base as vistorias realizadas no mês de setembro deste ano, quando diferentes aspectos da estrutura de defesa animal foram avaliados por auditores designados pelo órgão federal. O parecer do Ministério da Agricultura pode dar validação técnica para a retirada da vacina contra a febre aftosa no estado.
O jornalismo da Uirapuru conversou com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Airton Ferreira dos Santos, que declarou que ainda é cedo para retirar a vacina contra a febre aftosa dos rebanhos gaúchos e que a vacina é a melhor forma de proteção contra a doença.
Segundo ele, o estado está próximo às divisas com Argentina e Uruguai e o risco de contaminação é muito grande podendo trazer prejuízos aos produtores. A oficialização do pedido de mudança do status sanitário do Rio Grande do Sul, junto a Organização Mundial de Saúde Animal, ocorre no mês de maio quando também seria realizada a primeira etapa da campanha de imunização contra a febre aftosa. Até lá, se o Estado conseguir a autorização para deixar de vacinar os animais, as estruturas de defesa sanitária precisam trabalhar em 18 itens já apontados pela auditoria da Secretaria de Defesa Agropecuária, um deles é o déficit de servidores.
O Estado avalia a possibilidade de contratação de terceirizados e negocia com o ministério a liberação de R$ 3,5 milhões para a compra de equipamentos e para custeio na área de defesa.
Confira a entrevista com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Airton Ferreira dos Santos: