Adiamento da votação do pacote da reforma estadual preocupa servidores e evidencia necessidade da discussão
A Assembleia Legislativa Gaúcha começaria a votar ontem (17) o pacote de reforma estrutural do Estado. O projeto chegou no parlamento gaúcho em novembro deste ano, e, em meio de muita polêmica e protesto, chegaria ao plenário para início da votação ainda durante a tarde de ontem, mas foi adiado, após recuo do governador Leite, que decidiu não realizar a votação da maioria dos projetos que tratam das carreiras e da previdência dos servidores públicos.
Apenas uma proposta do pacote seria analisada ontem, sendo o projeto de lei complementar 503/2019, que altera o regime da previdência estadual, aumentando as alíquotas para servidores civis ativos e inativos. Porém, uma liminar judicial foi concedida e adiou também essa votação.A votação geral do pacote será feita em janeiro, após convocação extraordinária.
A Uirapuru foi até Porto Alegre para acompanhar a movimentação e conversou com representantes dos servidores do Estado e deputados, favoráveis e contrários ao pacote. A bancada do MDB esteve reunida com o governador e debateu o pacote de mudanças. O deputado estadual Vilmar Zanchin explicou que as reuniões foram intensas e tudo foi debatido, levando ao governo o sentimento da comunidade, que é de maior discussão. Afirmou que o governador compreendeu ser preciso mais tempo para construir uma proposta que chegue mais próximo do que as categorias pedem, por isso a votação será em meados de janeiro.
Confira a entrevista com o deputado estadual Vilmar Zanchin:
Também falando na Uirapuru, o presidente do Sindicato dos Agentes de Polícia do RS (UGEIRM), Isaac Ortiz, afirmou que vê com preocupação o adiamento das votações para janeiro. Isso porque os servidores estavam preparados para permanecer em Porto Alegre durante o tempo da votação e agora ela foi dispersada para nova data. Afirmou que o pacote ataca diretamente a vida, por retirar direitos dos policiais quando feridos em trabalho. Declarou que o pacote traz pontos que condenam a família e o policial ferido a miséria, por não amparar estes. Alertou que, com o corte de benefícios, a população em geral será prejudicada com a falta de interessados em entrar para a polícia.
Confira a entrevista com o presidente do Sindicato dos Agentes de Polícia do RS, Isaac Ortiz: