Sindicato Rural afirma que produção fica 20% mais cara com os reajustes no combustível
O bloqueio da entrada do Polo de Distribuição de Combustível de Passo Fundo foi a forma encontrada por um grupo de entidades representantes de transportadores e de agricultores para chamar atenção à alta da gasolina. Das 6h às 20h da última quarta-feira, nenhum veículo entrou ou saiu da distribuidora.
A manifestação só não se estendeu para quinta-feira e sexta-feira, como estava prevista, devido a uma liminar da Justiça, solicitada pelos advogados do Polo. Além da liberação do local, foi estipulada uma multa diária de R$ 5 mil para os manifestantes que permanecem bloqueando o terminal. O protesto não chegou a prejudicar o abastecimento nos postos e no terminal do aeroporto, se ele tivesse continuado por mais um dia poderia faltar combustível na cidade.
O preço da gasolina subiu significativamente nas últimas cinco semanas, sendo o último reajuste o mais alto do ano. Hoje, em Passo Fundo, a média é de R$ 4,29 por litro. O diesel também teve acréscimo.
O presidente do Sindicato Rural, Jair Dutra Rodrigues, destacou que a agricultura tem sido muito prejudicada. Conforme um levantamento da entidade, considerando os reajustes do combustível de junho até agora, os custos da produção das culturas de inverno e de verão aumentaram em 20%.
Jair contou que para produzir bem o agricultor precisa fazer grandes investimentos, tanto em fertilizantes quanto em inseticidas e herbicidas, que agora terão que ser reduzidos em razão dos novos custos com o combustível.
Ele acredita que diminuindo a produção, o produtor não conseguindo pagar as suas contas, a consequência será o aumento dos preços dos alimentos, que terá uma oferta menor.