Quebra na safra de trigo trará redução de até R$ 22 milhões na economia regional
Com a safra praticamente os produtores de trigo do Rio Grande do Sul estão contabilizando os prejuízos com as lavouras.
De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na última quinta-feira (23) pela EmaterRS-Ascar, todas as culturas de inverno enfrentaram problemas devido às intempéries durante o clico, fato que resultou em produtividades abaixo do esperado inicialmente, além de qualidade inferior do produto.
Na próxima semana, a Instituição deverá divulgar uma aproximação final para a safra de inverno 2017. Em princípio, todas elas apresentam números negativos.
Falando na Uirapuru sobre a situação da região, o engenheiro agrônomo da Emater, Cláudio Doro, explicou que a quebra na safra foi de 40%, comparada com a produção do ano anterior. Dos mais de 1600 produtores de trigo da região Norte, 80% acionaram o seguro da lavoura para cobrir os prejuízos. A redução na qualidade do trigo também baixou o preço. Em 2016 a saca era vendida de R$ 36 a R$ 40. Hoje o preço oscila de R$ 25 a R$28. Toda essa diminuição de produtividade e preço deverá causar reflexo direto na economia regional, que depende da agricultura.
Cláudio Doro projeta uma diminuição de até R$ 22 milhões na economia regional, por conta do trigo. Antecipando a previsão da chegada do La Niña, para janeiro, que vai causar seca, muitos produtores plantaram o milho, que tem ciclo mais curto e estará pronto para a colheita até janeiro, escapando da possível estiagem. A soja, porém, estará em fase delicada, que necessita de chuva para sua formação, bem no início do fenômeno que tradicionalmente traz seca.