Skip to content

Polícia

Policiais Civis iniciam “Operação Padrão” e somente registros criminais estão sendo realizados na DPPA

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Após realizar dois dias de paralisação, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) orientou policiais a retomar a Operação Padrão, que consiste em reduzir as atividades apenas ao essencial e evitar atuar em condições não adequadas. A ideia é que o movimento dure até o governo abrir um “diálogo real” sobre o pacote de medidas apresentado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) com mudanças nas carreiras e na Previdência dos servidores públicos estaduais.

A mobilização da categoria busca pressionar o governo do Estado e a Assembleia Legislativa a derrubar os pontos que atingem a Polícia Civil. A Ugeirm critica, principalmente, medidas como o aumento das alíquotas de contribuição de ativos e inativos, o fim das promoções periódicas, a restrição às atividades sindicais e o não reconhecimento da paridade e da integralidade aos policiais que ingressaram após 2015. Por outro lado, o sindicato saúda o fato de que o governo decidiu recuar e manter a paridade e integralidade da aposentadoria com a ativa para quem ingressou na Polícia Civil até 2015.

A orientação é que os policiais do plantão registrem apenas ocorrências relacionadas a fatos criminais, não colham depoimentos, assinem autos de prisão em flagrante apenas com a presença de autoridade policial e que um auto só seja iniciado quando o anterior tiver sido concluído. Para os investigadores, a orientação é não deixar as delegacias com viaturas sem condições adequadas e sem o combustível necessário para a diligência, não participar de operações policiais, excetuando os casos de crimes graves, como homicídios, latrocínios, roubos, estupros, ou que tenham crianças e mulheres como vítimas, com medida protetiva. Ainda assim, participar de operações apenas em horário comercial. Outra orientação é para que as metas estabelecidas sejam cumpridas em apenas 50%.

De acordo com uma nota do sindicato, o objetivo da Operação Padrão não é prejudicar o trabalho de qualquer setor da Polícia Civil, mas alertar para a importância da corporação “no combate à violência que atinge a população gaúcha e repudiar os ataques desferidos pelo governo, que colocam em risco a própria existência da instituição.

O sindicato também planeja para breve a convocação de uma assembleia geral da categoria para definir como deverá se dar a mobilização contra o pacote apresentado pelo governador Eduardo Leite, que deverá ser votado em dezembro na Assembleia Legislativa.

Em Passo Fundo, os policiais aderiram a operação padrão e as orientações quanto ao registro de ocorrências estão sendo seguidas. Cartazes colados na porta e no interior da Delegacia informam que somente registros criminais serão realizados. Não há previsão para normalização dos serviços.

*Com informações do site da UGEIRM