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Política

Sem Segredo: ouvintes divididos sobre plebiscito e venda de estatais gaúchas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A realização do plebiscito para privatização da CEEE, Sulgás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM), junto às eleições, segue em debate na Assembleia Legislativa. Na próxima terça-feira (29) a Mesa Diretora deve votar se leva para deliberação final em plenário o projeto de lei do governo que busca reduzir o prazo para a autorização dessa consulta pública.

 

O tema foi debatido no programa Sem Segredo, apresentado sábado (26) pela jornalista Zulmara Colussi. Os ouvintes se manifestaram sobre a realização do plebiscito. Embora as opiniões estejam bastante divididas, a maioria declarou que é contra a consulta e contra a venda de estatais. Questionaram a gestão delas, afirmando que estatais só dão lucros quando viram privadas.

 

A maioria dos ouvintes também acredita que a votação do plebiscito ser realizada junto às eleições de outubro é uma forma de fazer com que a população perca o foco real, que é a votação para o governo.

 

O deputado estadual Gilberto Capoani (MDB) afirmou que o governo não precisa vender estatais, mas tem uma visão de que o estado deve se preocupar apenas com saúde, educação, segurança pública, assistência social e infraestrutura. As demais atividades, principalmente as deficitárias, segundo Capoani, devem ser exercidas pela iniciativa privada.

 

O deputado Juliano Roso (PCdoB) declarou que é a favor da realização de plebiscitos, mas que o Governo Sartori perdeu o prazo que, por lei, precisava ter sido aprovado até 7 de maio. Segundo Roso, perdendo o prazo, o governo tentou mudar as regras para a realização do plebiscito, que conta 5 meses e eles querem mudar o prazo para 3. O parlamentar afirmou que usar o plebiscito para tirar o foco da eleição é uma opção política que talvez não dê resultado, já que existe a chance de não haver plebiscito, porque o prazo dele passou.