Maioria dos ouvintes do Sem Segredo já caiu em algum tipo de golpe
Conto do bilhete, golpe da pirâmide, envelope vazio e falso sequestro são apenas algumas das centenas de golpes aplicados todos os dias em milhares de pessoas, inclusive em Passo Fundo. Por isso, o Sem Segredo deste sábado (26) perguntou se os ouvintes já caíram em algum tipo de golpe. Participaram do programa o delegado regional Adroaldo Schenkel e a professora do curso de psicologia da IMED, Vanessa Ilha.
A maioria dos ouvintes declarou que já foi vítima de algum tipo de golpe. Durante o programa, contaram alguns tipos de tentativas de golpes que foram aplicados contra eles. Ainda, eles ressaltaram que é preciso ter muita atenção. Porém, segundo os ouvintes, diversos golpes que acontecem rotineiramente, como o conto do bilhete, também são motivados pela ganância que alguns tem pelo dinheiro, não só pelo mau-caratismo dos golpistas.
Para o delegado regional Adroaldo Schenkel, é muito importante debater sobre este tema, já que estelionato e golpes são dois dos crimes mais presentes na nossa comunidade. O delegado pediu que a população auxilie a polícia a instruir seus familiares, especialmente os mais idosos, que são as principais vítimas de golpes. Outra recomendação que Schenkel dá para a população é a atenção que precisamos ter em todas as situações, já que todos os tipos de estelionato tem uma característica especial: quase sempre são praticados por autores reincidentes, que contam com uma estrutura por trás deles. O delegado ressaltou que dificilmente é recuperado o dinheiro ou bens perdidos nesses tipos de golpes, por isso, a prevenção é o principal ponto
.Schenkel declarou que os principais golpes de Passo Fundo e região na atualidade são: conto do bilhete, negócios iniciados via redes sociais e concretizados com cheques furtados ou envelopes vazios, conversas com nudes em evidência e fraude relacionada a suposto cancelamento de cartão de crédito. De acordo com o delegado, o contato inicial com pessoas desconhecidas muitas vezes pode evoluir para golpes, principalmente na internet.
A professora do curso de psicologia da IMED, Vanessa Ilha, declarou que é preciso entender a questão de cada pessoa que cai ou aplica golpes, devido a complexidade dos casos. Vanessa ressaltou que golpistas já são treinados em saber o que falar, o que muitas vezes faz com que as vítimas realizem depósitos. Ela declarou que, primeiramente, é importante pensar que, quando a situação está muito fácil, é preciso desconfiar.
Com relação ao golpista, Vanessa declarou que o estelionatário será sempre quem quer levar vantagem de toda forma, adquirindo dinheiro sem trabalho. Por outro lado, o que se deixa enganar também quer tirar uma vantagem, já que não existe a possibilidade de, através de um depósito, ganhar R$ 10 mil, por exemplo.
De acordo com a professora, no momento dos golpes, todas as pessoas acabam tendo uma descarga tão grande de emoções, que acabam não conseguindo raciocinar direito. Um exemplo citado por ela foi o golpe do falso sequestro de familiar, onde a vítima fixa sua atenção no que está escutando e não faz juízo crítico do que realmente pode estar acontecendo. Por isso, segundo ela, é importante sempre ter pessoas próximas que tranquilizem a situação, porque sozinhos temos mais tendências em cair em golpes.