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Geral

Ações na Assistência Social são destacadas no programa Sem Segredo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Conforme dados do Ministério da Cidadania, atualmente no Brasil são mais de 13,8 milhões de famílias que hoje recebem o beneficio do Bolsa Família.

Em Passo Fundo, de acordo com informações da secretaria municipal de Assistência Social, são mais de cinco mil famílias beneficiárias do programa. No entanto, ao mesmo tempo em que o município registra um aumento no número de benefícios do programa, Passo Fundo também registrou nos últimos anos um aumento no número de pessoas que vivem em situação de rua. Segundo informações, muitas dessas pessoas que estão na rua na maioria das vezes não aceitam deixar as ruas. Por isso, o Sem Segredo deste sábado (19) perguntou por que algumas pessoas em situação de rua não querem sair de onde estão.

Para a assistente social e professora do curso de Serviço Social da UPF, Cristina Fiorezi, este é um tema complexo. Segundo ela, quando se fala em pobreza, situação de rua ou Bolsa Família, é complicado analisar situações de forma individual, como se fosse elas fossem apenas de responsabilidade de cada sujeito em situação de rua. De acordo com a professora, é preciso analisar o contexto nacional, já que há anos uma crise em dados no Brasil vem mostrando reflexos ruins em termos de desigualdade. Referiu dados do IBGE que mostram que 1% da população de maior renda recebe aproximadamente 34 vezes mais do que a metade mais pobre. Isso mostra o abismo entre ricos e pobres, fazendo com que os mais prejudicados em uma situação de crise sejam os de baixa renda, o que sobrecarrega o serviço de assistência social.

O secretário municipal de Assistência Social, Wilson Lill, destacou que estes dados divulgados pelo IBGE já refletem em Passo Fundo. Segundo Lill, todos os dias diversas pessoas vão até os CRAS para pedir comida. Além disso, o secretário também destacou que todos os dias são atendidas pessoas pedindo vaga no Programa Apoiar e Comprometer (PAC), mostrando que boa parte da população atingida está procurando tirar seus filhos das ruas. Wilson Lill ressaltou que há um problema sério na questão social e é importante que a população esteja sempre atenta, participativa e tenha o intuito de construir soluções.

O coordenador da Casa de Passagem, Eduardo Camargo, destacou o trabalho contínuo que precisa estar articulado em Passo Fundo. Dessas 85 a 100 pessoas em situação de rua no município, 10 são os casos mais crônicos. Com a capacidade para 30 pessoas, a Casa de Passagem passa o ano inteiro com pelo menos 90% de ocupação. Para o coordenador, é preciso fazer com que essas questões sejam realizadas em rede, como retornar pessoas em situação de rua para seus familiares ou até buscar empregos para eles em outros municípios, se preciso.