Dia do Médico: profissional formado na primeira turma da UPF lembra que antigamente a relação com o paciente era mais próxima
Esta sexta-feira (18) é marcada pelas comemorações do Dia do Médico. Para parabenizar todos os profissionais que atuam em Passo Fundo e região, a Rádio Uirapuru ouviu durante a manhã o médico cardiologista formado pela primeira turma da Faculdade de Medicina da UPF, Luis Sérgio Fragomeni.
Filho do também médico Paulo Fragomeni, ele lembrou um pouco da trajetória do pai e os avanços que a medicina teve ao longo dos anos. Falou sobre as dificuldades, principalmente com a falta de equipamentos que os profissionais enfrentavam há mais de 50 anos para realizar procedimentos pouco invasivos. No entanto, Dr. Fragomeni destacou também que os avanços tecnológicos fizeram com que a medicina ganhasse muita qualidade e segurança nos últimos anos. Segundo Dr. Fragomeni, isso também fez com que se perdesse um pouco da relação médico/paciente.
De acordo com o médico, nos dias atuais é normal se atender, tratar e até operar pessoas sem que o paciente lembre o nome do médico que o havia atendido anteriormente. Ele declarou que, antigamente, a família toda sabia quem era o médico e o profissional também conhecia seu paciente. Fragomeni destacou também que hoje não se existe o prazer pelo trabalho e vocação, além de que muitas vezes o profissional não aguenta a função, que é exaustiva.
Sobre o aumento no número de Faculdades de Medicina no Brasil, o médico afirmou achar um absurdo a proliferação de escolas. Para ele, o problema do país não está no número de médicos, mas sim nas condições de trabalho para se exercer uma medicina de qualidade para todos.
Confira a entrevista do Dr. Luis Sérgio Fragomeni na íntegra: