A situação do ex-presidente Lula a cada dia fica ainda mais clara em relação ao cumprimento da pena a que foi condenado. Nesta sexta-feira, o ministro Ricardo Lewandowski confidenciou a interlocutores que não pretende levar para julgamento em mesa no plenário do STF os dois habeas corpus sobre o tema dos quais é relator. As especulações indicavam que Lewandowski era uma das esperanças do ex-presidente Lula para burlar a ordem de prisão que será emitida até o final deste mês.
Aposta em decisão política
Já, o Estadão disse ontem em editorial: “Após sofrer derrotas consecutivas em três tribunais, somando uma goleada de 9 a 0 dos juízes que até agora avaliaram seu processo, o ex-presidente Lula da Silva vinha confiando em um julgamento político pelo Supremo Tribunal Federal, apostando que, no Supremo, seu caso terá tratamento político, única forma de ter alguma chance de sucesso, já que, na análise estritamente técnica, diante da profusão de provas e testemunhos apresentados e diante de uma defesa que não fez outra coisa senão enxovalhar a Justiça, a culpa do chefão petista está suficientemente provada, sem ter mais como se falar em “presunção de inocência”. Será uma vergonha se o Supremo se prestar a esse papel.”