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Cidade

Falta de água: na Uirapuru, Promotor de Justiça recomenda que população formalize abaixo-assinado no MP

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na última semana, cerca de sete bairros de Passo Fundo registravam falta de água.

A Corsan, através da Coordenadoria Operacional de Passo Fundo, comunicou que devido a manutenção da linha de alimentação de energia elétrica da RGE, no qual alimenta a estação de bombeamento no Bairro São José e o reservatório no Loteamento Coronel Massot, estava faltando água. A previsão era de que o problema seria resolvido às 20h daquele dia, porém, a falta de água continuou.

No outro dia, na programação do Repórter do Povo, o superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi, declarou que a falta de energia da RGE estava causando desabastecimento de água em alguns bairros de Passo Fundo.

Em nota, a RGE confirmou que uma manutenção foi realizada, porém, após a conclusão, a energia foi religada normalmente. Sobre a Barragem Arroio Miranda, a RGE negou que tenha havido falta de energia.

Hoje (09), uma semana após estes acontecimentos, o problema da falta de água em diversos bairros do município voltou a aparecer.

Em entrevista na Uirapuru, o promotor de Justiça da área especializada em direitos do consumidor, Cristiano Ledur, explicou que a situação não chegou até o Ministério Público, mas ele agora soube do fato pela Rádio.

Segundo o promotor, o MP já teve algumas demandas sobre a falta de abastecimento da Corsan após moradores procurarem a promotoria. Ledur explicou que, na ocasião, as situações foram pontuais e ocorreram em razão de reformas e substituições na rede.

Para o problema atual, o promotor explicou que sempre é preciso caracterizar uma situação coletiva e não individual. Com isso, a recomendação é que as pessoas procurem o Ministério Público, se possível antecipadamente, com um abaixo-assinado para que seja caracterizado a demanda coletiva. A partir disso, o promotor disse que o MP fica possibilitado a entrar em contato com a Corsan e identificar formalmente o que está acontecendo.

O promotor sugeriu ainda que as associações dos bairros que estão sendo afetados sejam acionadas, para assim mobilizar todos e ingressar no MP com a denúncia.