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Política

Planalto ou Senado? Destino de Beto Albuquerque será definido até abril

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A largada para as eleições de 2018 já foi dada. O pleito acontece em outubro, mas a disputa pela presidência do Planalto já conta com mais de 20 pré-candidatos. Um partido que em breve deve integrar esse grupo interessado ao Palácio do Planalto é o PSB.

 

O vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque, participou hoje (16) do Repórter do Povo. Destacou na Uirapuru que é uma das lideranças que deseja que o PSB tenha candidato à presidência. Nas eleições municipais de 2016 foi o terceiro partido com maior número de votos, com cerca de 12 milhões de eleitores e nesse deve contar com 10 candidatos a governo de Estado, por isso ficar fora da corrida presidencial seria uma irresponsabilidade.

 

Beto Albuquerque se colocou à disposição para essa tarefa caso o partido não encontre ou deseje outro nome. Ressaltou que o cenário está embaralhado e o jogo completamente aberto em nível nacional e até agora nenhum pré-candidato disse algo que interesse ao povo. Desta forma, o Brasil não vai reencontrar o caminho da prosperidade. Frisou que é preciso fazer um debate diferente desse processo eleitoral.

 

Mas salientou que ser candidato à presidente não depende dele, mas de negociações do PSB gaúcho nos próximos dias. Beto Albuquerque contou que o seu projeto em curso é a retomada da candidatura ao Senado, que é um espaço de defesa do Estado. No último pleito teve que renunciar para assumir como vice-presidente da Marina Silva, em razão da morte de Eduardo Campos. Para o Senado há duas vagas.

 

Em relação ao futuro do PSB, explicou que se o partido quiser fazer novas alianças, precisa sair do governo em março. Frisou que 2018 é um novo ciclo político, onde uma geração intermediária, como a sua, vai avançar.

 

Beto Albuquerque também falou da importância de eleger um deputado federal de Passo Fundo para viabilizar projetos e ajudar a cidade. O nome ideal para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados é o prefeito Luciano Azevedo. Disse que hoje é muito difícil de eleger um deputado federal, é preciso de pelo, menos, 100 mil votos. Afirmou que o único nome que tem condições de atingir esse número é Luciano, mas essa decisão é muito pessoal.

 

Para se candidatar, Luciano terá de renunciar ao cargo de prefeito até abril, passando o comando para o vice João Pedro Nunes. Ontem, ele se reuniu com Luciano para tratar do tema.

 

Beto Albuquerque avalia governo Sartori e diz que o próximo vai encontrar muitas dificuldades

 

O vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque, reconheceu os esforços do governador José Ivo Sartori (PMDB) em reerguer o Rio Grande do Sul.

 

Beto Albuquerque explicou que o peemedebista assumiu o comando do Rio Grande do Sul com deficit absurdo. O Estado deve R$ 54 bilhões à União, R$ 10 bilhões de precatórios e R$ 11 bilhões de depósitos judiciais. As dívidas são equivalentes a 210% do que é arrecado por ano pelo governo.

 

Apesar do Rio Grande do Sul ser próspero, com gente trabalhadora, destaque na produção primária, no agronegócio e no setor metalmecânico, está insolvente e não consegue pagar as suas obrigações básicas, começando pelo salário dos servidores. Beto disse que um governador que chega em uma situação como esta não tem muito o que fazer a não ser ter coragem de realizar mudanças.

 

Frisou que a renegociação da dívida não é a melhor solução, mas sem ela o próximo entrará no governo sem conseguir pagar salários em dia. Contou que o PSB entrou no governo pelo projeto de colocar o Rio Grande do Sul em pé.