Vereador de Vila Maria escreveu bilhete avisando que era vítima de sequestro em Osório
Um bilhete e um momento de distração dos bandidos, esses foram os ingredientes que salvaram a vida do vereador de Vila Maria Jonatas Sciota Dala Cort e de sua namorada, após terem sido sequestrados.
De acordo com o depoimento de Dala Cort, ele teria escrito um bilhete alertando que era vítima de um sequestro. O pedaço de papel com o pedido de socorro foi solto pelo vereador dentro da agência bancária quando ele tentava transferir R$ 104 mil referentes ao resgate que era exigido.
Rapidamente a informação começou a circular até chegar a polícia civil, que foi ao banco e prendeu um dos homens acusados do sequestro. Com um dos sequestradores presos, a polícia foi até o cativeiro onde a companheira de Jonatas era mantida como refém. No local outros dois criminosos foram presos, mas a polícia suspeita que alguns tenham conseguido fugir. Uma arma e celulares foram apreendidos no local.
A isca usada para o crime
Jonatas Dala Cort contou que foi atraído até a cidade de Osório para ver uma retroescavadeira através de um anúncio postado em um site de vendas na internet. A vítima teria encontrado um dos criminosos em um posto de combustível, onde o suposto vendedor embarcou no carro do casal para ir até um sítio onde a retroescavadeira estaria.
Jonatas contou que em uma estrada vicinal o homem pediu que parasse o veículo para que verificasse algumas cabeças de gado que estavam naquele local e que seriam de sua propriedade.
Ao parar o automóvel as vítimas foram cercadas por homens que saíram do meio de uma mata apontando uma arma contra o parlamentar. Depois de ter rendido o casal, os bandidos entraram no carro e guiaram o veículo até encontrar outra parte da quadrilha que aguardava em um automóvel Corolla, depois partiram para o cativeiro.
Além dos três presos em Osório que foram identificados como Douglas Vieira de Souza, 26 anos, Lindomar Ferreira Armichi, 43, e Felipe Lopes Neto, 33, a polícia civil do Paraná prendeu um homem em Londrina, que seria o titular da conta bancária para onde seria transferido os R$ 104 mil do vereador.
Antônio Elias Lopes, 52 anos, que não possui antecedentes e mantém um comércio no Paraná, disse que não sabia do sequestro e que emprestava suas contas para terceiros utilizar, e que por isso, recebia mensalmente R$ 1000.