Oposição na Assembleia Legislativa vai tentar arrastar votação do regime fiscal para fevereiro
Na primeira Sessão Extraordinária da Assembleia Legislativa, realizada nesta segunda-feira (29), a oposição do governo Sartori conseguiu adiar a votação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para terça-feira (30).
Na Uirapuru, o deputado Juliano Roso (PCdoB) disse que existem outras formas de combater a crise que o Rio Grande do Sul vive do que a aprovação do regime fiscal e venda de estatais. Contou que o PCdoB apresentou ao governador 10 medidas simples, de média e alta complexidade, para o Estado superar a crise econômica, como a extinção da pensão dos ex-governadores e do Tribunal de Justiça Militar do RS.
O parlamentar explicou que, se a proposta for aprovada, daqui a três anos o próximo governador não conseguirá ter condições de governar devido a dívida que vai herdar. Hoje a conta é de R$ 55 bilhões.
Segundo Roso, o Rio Grande do Sul ficará três anos sem pagar, mas, enquanto isso, os juros continuarão correndo e essa dívida será de R$ 75 bilhões, se a proposta vigorar por seis anos vai chegar a R$ 100 bilhões.
Além disso, frisou que as contrapartidas são brutais, como o fim do desconto do Bom Motorista para o IPVA; prorrogação do pagamento de IPVA de veículos de 20 anos para 30 anos; prorrogação do ICMS por mais três anos; fim dos concursos públicos; funcionários não receberão acima da inflação por 10 anos; e novas empresas não poderão receber incentivos fiscais.
Ressaltou que a estratégia da oposição é arrastar a votação para fevereiro e arrumar votos suficientes para impedir a vitória do governo.