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Política

Tribunal Regional Federal em Porto Alegre condena Lula de forma unânime e aumenta pena

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Em um dia retratado pela imprensa internacional como divisor de águas e até mesmo histórico para o Brasil, por envolver o julgamento de um ex-presidente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, julgou Lula como culpado, em segunda instância, inclusive aumentando a pena inicial dada pelo juiz Sérgio Moro, que era de 9 anos, para 12 anos de prisão.

 

A Uirapuru acompanhou ao vivo a cobertura do julgamento com o repórter Tiago Bittencourt.

 

O julgamento começou por volta das 8h30, e às 16h40 o desembargador Leandro Paulsen seguiu o voto do relator João Pedro Gebran Neto e manteve condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O último voto, do desembargador Victor Laus, também condenando Lula, foi divulgado às 17h50, totalizando assim 3 votos pela sua condenação. Tão logo o resultado foi anunciado os manifestantes pró e contra começaram a se dispersar das imediações do TRF-4.

 

Mais cedo, em transmissão na Uirapuru, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, usou seu espaço para afirmar que a Lava Jato foi uma censura política. Dirigiu-se ao magistrado afirmando que não houve nenhuma situação vinculada a Lula que comprova-se ilícito. Criticou muitas ações da Justiça que foram voltadas a criar atos políticos, como a divulgação de conversas telefônicas.

 

Falando na Uirapuru sobre o julgamento, o advogado Flávio Algarve, que revelou conhecer bem os desembargadores que atuaram ontem, destacou que desde a primeira condenação, pelo juiz Moro, houve fatos sólidos contra Lula, pois não se pode condenar alguém com base em depoimentos.

 

Algarve avaliou o processo como democrático e a população somente saberá como foi embasado o voto de cada um após a divulgação do acórdão. Para o jurista todo o processo foi dentro da lei e de forma democrática.

 

O ex-presidente Lula pode agora recorrer em última instância, no Supremo Tribunal Federal. Neste momento cabe ainda o embargo e por este motivo Lula ainda não será preso. Ele ainda tem chance de concorrer politicamente, mas com recurso favorável da Justiça.