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Política

Auditor-fiscal de Tributos Estaduais afirma que Regime de Recuperação Fiscal é retrocesso para o RS

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A Assembleia Legislativa adiou a votação do projeto de lei que autoriza o Rio Grande do Sul a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) junto à União. A sessão extraordinária para apreciar a matéria foi realizada na sexta-feira (22).

 

Em nota, o governo diz que fará convocação extraordinária dos deputados durante o recesso, que vai de 23 de dezembro a 31 de janeiro, para que apreciem esta e outras matérias da ordem do dia que ficaram em pendência, mas ainda não há uma data.

 

O projeto é polêmico, onde muitos apontam como a solução financeira para o Estado, enquanto outros afirmam que é um erro já cometido no passado e que não deve ser repetido.

 

Falando com exclusividade para a Uirapuru, o auditor-fiscal da Federação Brasileira de Associações Fiscais de Tributos Estaduais, João Pedro Casarotto, afirmou que entrar no regime de recuperação fiscal com o governo Federal será um grave erro. Conforme Casarotto, isso vai fazer o Estado pagar ainda mais juros e destinar mais riquezas para os cofres federais, prorrogando a dívida gaúcha em vez de diminuir, gerando um atraso.

 

Destacou que enviou e-mail para os deputados alertando que olhem com cuidado, diante do risco de um retrocesso. Revelou que não há como imaginar uma solução sem saber de dados que são exclusivos do governador, pois isso somente ele pode analisar e decidir o que será melhor para o Estado.

 

Para Casarotto, a recuperação fiscal não trará a normalização dos salários dos servidores e nem a estabilidade econômica do Estado, mas ressaltou que a decisão será tomada pelos deputados e não pelo governador, que apenas encaminhou a proposta.