Skip to content

Geral

CVV vai criar grupos para atender famílias que perderam pessoas em suicídio

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Há uma estimativa de que, a cada um suicídio, 10 pessoas são afetadas emocionalmente pelo ocorrido, sejam familiares ou amigos próximos. Para falar sobre luto e outros assuntos envolvendo o suicídio, o programa Emoção, afeto e comportamento desta semana trouxe como convidados o médico psiquiatra Jorge Salton e a voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV) Verônica Azambuja.

O dr. Salton explicou que a morte de uma pessoa em geral é acompanhada por uma série de manifestações de solidariedade, mas quando a morte é por suicídio normalmente se instala um silêncio. A família busca esconder as causas e as pessoas ao entorno se calam. Disse que o luto, nesses casos, é diferente porque existe uma sensação de culpa e de falha por parte dos familiares, principalmente de pais. O psiquiatra ressaltou que também se sentem alvo do julgamento das outras pessoas. Mas a grande maioria fez tudo o que pode para ajudar a pessoa. Dr. Salton frisou que o luto pode ser prolongado dependendo de como vai se lidar com ele. Salientou que o que atrapalha a superação do sofrimento da perda é o pacto do silêncio.

A voluntária do CVV Verônica Azambuja contou que a partir de outubro o centro vai montar um grupo de apoio a familiares e pessoas que sobreviveram ao suicídio. Esse espaço vai funcionar junto a escola Protásio Alves. Os encontros serão mediados por psicólogos, podendo ser um bate papo em grupo ou privado. Verônica ressaltou que o suicídio dentro da família ainda é tido como um tabu. O CVV está organizando as datas para inscrições e como vai funcionar.