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Política

Sem Segredo: ouvintes acreditam que aprovação de projetos na assembleia só irá trazer benefícios para o governo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Fim do ano se aproximando e os deputados estaduais têm pela frente inúmeros projetos, considerados polêmicos, para votar, como a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal.

 

Para tentar aprovar os projetos, o governador José Ivo Sartori deve fazer convocação extraordinária dos deputados. A previsão é de que ocorram votações entre o Natal e o Ano Novo e até mesmo na primeira semana de janeiro.

 

A votação desses projetos nesta época do ano e a relevância deles foi tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram do debate os deputados estaduais Juliano Roso (PCdoB) e Sérgio Turra (Progressistas).

 

Para a maioria dos ouvintes, os deputados realizam as votações agora para não sofrerem com a pressão da opinião pública. Muitos acreditam que os parlamentares não defendem suas convicções, seguindo a vontade do partido ou do Executivo.

 

Ainda, entendem que a maior parte dos projetos só trará benefícios para o governo, sendo o povo prejudicado.

 

O deputado Juliano Roso explicou que os projetos vão mudar muito a vida das pessoas, principalmente o de recuperação fiscal, pois traz mais impacto. Acredita que um plano deve ser aprovado, mas é contrário à proposta atual.

 

Justifica que se o projeto passar aumentará o ICMS, acabará com o desconto de bom motorista, o IPVA passará a ser pago também para veículos a partir de 30 anos, por três anos o governo não realizará concursos públicos e não poderá dar incentivo fiscal para novas empresas. Como o governo e a oposição têm os votos garantidos, acredita que o PDT e o PTB irão decidir se o plano irá passar ou não.

O deputado Sérgio Turra defende a aprovação do plano de recuperação fiscal, mas acredita que os itens devem ser votados separadamente, pois discorda de várias propostas, como o aumento do ICMS. Sobre o pacote da segurança acredita que será aprovado com poucas mudanças. Para ele, se houver acordo os projetos serão votados antes do Natal.