Dos oito detidos na operação da Polícia Civil contra caçadores apenas um segue preso
Dos oito detidos na operação Bad Hunters desencadeada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção e Defesa do Meio Ambiente (DEMA), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), na manhã desta sexta-feira, 27, apenas um permanece preso.
Houveram sete prisões na cidade de Erechim e uma em Lagoa Vermelha.
” Sete dos presos tiveram a liberdade provisória concedida e irão responder em liberdade, o outro permanece preso em Lagoa Vermelha” disse a Delegada de Polícia Marina Goltz, responsável pela operação.
Mais de 100 kg de carnes de animais e cerca de 50 armas de caça foram apreendidas durante operação na manhã desta terça-feira (27), no Norte do Rio Grande do Sul. Policiais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em Erechim e Lagoa Vermelha, com objetivo de combater crimes de caça ilegal.
De acordo com a polícia, o grupo usava licenças de manejo de javalis para caçar outros animais silvestres.
Conforme o diretor do Departamento de Investigações Criminais, delegado Sander Cajal, os integrantes da organização criminosa se reúnem para caçadas em diversas regiões do estado e caçam veados campeiros, tatus, capivaras, pacas, ratões do banhado, perdizes e perdigões.
Durante a operação foram aprendidos cerca de 50 armas de caça, munições, máquinas de recarga e suprimentos para recarga de munições, silenciadores e supressores, lunetas, telefones celulares, licenças de controlador de javalis no Ibama e mais de 100 kg de carne de animais abatidos e armadilhas.
Os investigados poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 29 da Lei 9.605/98 (matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida), com penas de seis meses a um ano e multa, e também no artigo 2º da Lei 12.850/2013 (promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa), com pena de três a oito anos e multa.
Um efetivo de aproximadamente 200 policias foi empregado na operação e segundo a Delegada Marina Goltz os nomes dos presos não podem ser divulgados para proteger o sigilo das investigações.