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Educação

Escola Mário Quintana deve ser liberada parcialmente em setembro

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Após quase três meses sem aulas, por conta de uma interdição por problemas na parte elétrica, a Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana, na Cohab I, está próxima de ter o retorno das atividades. A instituição vive um impasse por conta da burocracia após uma reforma no sistema elétrico. Diversos reparos já foram realizados e a parte elétrica está praticamente finalizada, porém a falta de um laudo atestando a segurança do local impede que os mais de 500 alunos retornem as aulas.

Na tarde de ontem (22) uma reunião aconteceu na instituição envolvendo a direção da escola, os vereadores Alex Necker (PC do B), Márcio Patussi (PDT), Luiz Miguel Scheis (PDT), Saul Spinelli (PSB) e Renato Tiecher (PSL), Ministério Público, representantes da Secretaria Estadual de Educação e o Corpo de Bombeiros Militares para discutir a situação da Mário Quintana.

A diretora Maria Elena Leite, avaliou como extremamente positivo o encontro. Afirmou que a escola deve ser desinterditada parcialmente até a primeira quinzena de setembro. A diretora agradeceu a mobilização para a reunião de ontem, onde os envolvidos puderam observar o esforço que está sendo feito para liberar o prédio e poder retomar as aulas.

Maria Elena explicou que o que falta para a liberação das salas é entregar o laudo técnico do engenheiro eletricista que realizou os reparos para o Corpo de Bombeiros realizar a vistoria. A desinterdição, em um primeiro momento, deve ser parcial. Em relação aos dias parados, a direção garantiu que o ano letivo será recuperado até o final do mês de janeiro de 2020.

O Ministério Público (MP) esteve representado na reunião pela promotora de Justiça Regional de Educação de Passo Fundo, Ana Cristina Ferrareze, que destacou o papel do MP no caso da Escola Mário Quintana.

De acordo com a promotora, o órgão atua na prevenção e acompanhando o trabalho do Corpo de Bombeiros em todas as escolas da rede estadual, municipal e particulares. Quando acontecem situações de interdições, o Ministério Público atua para retomar o trabalho e verificar se existem recursos para realizar as adequações para liberar o prédio.

A promotora Ana Cristina acredita que apenas o acompanhamento do MP já é suficiente para liberar a escola Mário Quintana, sem a necessidade de uma ação judicial e avaliou como positiva a reunião de ontem (22).