RGE identifica 768 ligações clandestinas em Passo Fundo e responsáveis terão cobrança retroativa nas contas
No primeiro semestre deste ano, a RGE identificou em Passo Fundo 768 ligações adulteradas ou clandestinas. Foram realizadas ao todo 2.194 inspeções na rede elétrica.
A legislação do setor elétrico permite que a RGE cobre os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu a fraude ou furto, acrescido de multa.
Conforme a consultora de Negócios da RGE, Eliana Bortolon, o número elevado se deve ao porte da cidade. A energia recuperada entre janeiro e junho no município chega a 286,68 MWh, o suficiente para abastecer 159 residências por um ano. Isso, levando em consideração um consumo médio de 150 KWh ao mês para cada residência.
Eliana explica que fraude é quando existe a manipulação do equipamento de medição para diminuir ou não registrar o consumo, já o furto é a conexão direta à rede da concessionária sem a medição e a contrapartida do faturamento do consumo, o popular “gato”. Ambos também são crimes previstos no Código Penal, com penas de 1 a 4 anos de detenção.
A consultora disse que rastrear e fazer o desligamento da ligação adulterada ou clandestina é também questão de segurança para toda a população. Destacou que os consumidores que adotam o “gato”, por exemplo, estão colocando em risco a sua vida, porque estão sujeitos a choques elétrico e acidentes.
Ao mesmo tempo, colocam em perigo a comunidade porque as ligações geram uma sobrecarga na rede de distribuição que podem provocar curto circuito, interrupção de energia, queima de equipamentos e eletrodomésticos e risco de incêndio em imóveis.