Sem Segredo: maioria dos ouvintes não vai sacar os R$ 500 do FGTS liberados pelo governo
O governo Federal divulgou na última quarta-feira (24) as regras para a liberação dos saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Fundo PIS/Pasep.
Os saques serão em duas modalidades.
Na primeira, serão liberados até R$ 500 por conta, a partir de setembro. O pagamento será feito até março de 2020, conforme cronograma já divulgado.
Na segunda, o governo permitirá o saque anual de acordo com o aniversário do trabalhador. O saque do FGTS não é obrigatório, mas muitos devem fazê-los porque ele não rende bem e, historicamente, perde até para a inflação.
No programa Sem Segredo de sábado (27) a pergunta foi: você vai sacar os R$ 500 reais do FGTS? Participaram do programa o financista e professor do curso de Administração da IMED, Anderson Amorin, e o diretor da CDL, Ary Rabelo.
A maioria dos ouvintes declarou que não vai usar o saque do FGTS para pagar dívidas. Individualmente, os ouvintes consideram o valor muito baixo. Acreditam que o governo jogou para o povo a responsabilidade de movimentar a economia no Brasil, devido ao alto número de dívidas do país, algo que deveria ser responsabilidade das autoridades.
Para o financista e professor do curso de Administração da IMED, Anderson Amorin, o saque de R$ 500 do FGTS será uma entrada de recursos que vai movimentar, no curto prazo, principalmente, o comércio e varejo, seja na quitação de dívidas ou no consumo.
Segundo ele, o ideal seria comprar bens mais duráveis, que tragam benefícios, ou quitar suas dívidas, já que as taxas de juros pagas hoje são muito maiores do que o rendimento do dinheiro no FGTS.
Para o financista, um dos grandes problemas da população brasileira é a falta de educação financeira e conhecimento de onde alocar recursos financeiros.
O diretor da CDL, Ary Rabelo, declarou que a expectativa do comércio com a liberação destes recursos é muito boa.
De acordo com ele, essa injeção de recursos no comércio fará com que pessoas que estão inadimplentes quitem suas contas ou pessoas negativadas empreguem o dinheiro no que é necessário.
O diretor da CDL ainda ressaltou que o governo não está fazendo uma doação, mas sim, dando uma oportunidade para a população usar um dinheiro que já é seu e injetá-lo na economia do país.